sábado, 15 de agosto de 2009

domingo, 28 de junho de 2009

olhar azul

imensidão da água, leveza da alma
ondas em espumas encantadas.
azul distante,suaviza lembranças.
correntes quentes em superfície
são estradas marinhas de uma praia que é minha.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

ENSAIOS DE HAIKAIS

Andança

passos,passos
solas de sapatos acabo
endereço que acho.

Ventania

cabeça baixa
entre multidão veloz
soprando em nós.

sábado, 16 de maio de 2009

ENSAIOS DE HAIKAIS

Sentimento

Sinto desconforto
fico sem jeito
a gosto em teu suor.

Sombra

Pouca luz
se livra da queda,
surpresa em porta aberta.

Nostalgia

Ouço a música
logo lembro o refrão,
em pura emoção.

sábado, 9 de maio de 2009

Espera Que Eu Vou

Poema classificado em concurso nacional e publicado em coletânia.

Espera Que Eu Vou

O que dizer
Imagens de cartão-postal, comprado em banca de jornal
Ritmo de carnaval que ouvia na rádio jornal
Terra vizinha, cidade distante
Com rios e pontes, coisas que minha cidade não tinha
aumentava a vontade de vê-la.

O que fazer
Estudar e ter uma profissão,
Caminhos lentos com dedicação;
entraves, desafios da idade,
Mas não faltava a vontade
De conhecê-la.

O que sonhar
Os teus rios, o mar
Pontes enluaradas
Praças e jardins de ruas sem fim
Cais de navios sem destinos
Quero aportá-la.

O que sentir
Teu cheiro de maré
Do biscoito da Pilar
Da macaiba e cajá
De outras frutas que irei conhecer
E das mulheres que irei conquistar.

O que levar
A vontade de vencer
O sonho real Ensinar o que aprendi
Alegria da vida e amizade eterna
E se der, ficar por lá.

sábado, 18 de abril de 2009

O Governante cap. 02

Anos setenta inicio de eleições no interior da Paraíba, como em todo interior do Nordeste o paternalismo prevalece nas eleições, como a compra de votos e outro tipo de voto o chamado voto de cabrexo, que na realidade era o voto escravizado, prática comum nos currais eleitorais.
Em plena campanha as visitas as residências era uma obrigação, principalmente na última semana das eleições, onde os cabos eleitorais intensificavam a entrega de brindes tais como: sandálias que naquela época eram chamadas de sandálias japonesas, camisas Volta ao Mundo, basqueteira,sementes para o plantio, pequenas ferramentas agrícolas e o principal o que todos queriam a chapa dentária. Os presentes eram distribuídos tendo como critério o número de eleitores de cada família. Quanto maior o poder de capital do candidato, maior o número de votos que obtinha nas eleições, pois mudar de lado era alta traição entre as famílias nobres, em muitos casos a morte matada era a vingança e uma questão de honra.
Nem Picasso o teu nome poderia pintar,
Talvez Mozart uma opera cria-se,
Victor Hugo um conto conta-se,
Talvez uma simples desilusão de um cara que ti ama-se,
Poderiam todos usar teu nome em criações que eternizassem,
Mas só um que usou o teu nome em embrionária criação,
Pode ti chamar de Lauroca, senão o teu pai João.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Lembranças infantis

Caminho a passos lentos distraídos em mil pensamentos,
O que alegra o que atormenta em lembranças de crianças.
caminho gravado na mente, não erro a direção, luzes me segue de postes e automóveis.
O que se move é o meu corpo e a minha solidão.
Já não basta saber as horas, se passa das dez ou não, ando em busca da namorada que a perdi na madrugada de uma noite de São João.
Lembro das fogueiras e dos foguetes e balões e brincadeiras de adivinhações, até um refrão que cantando com entusiasmo derruba balões.
Batismo de compadre em volta da fogueira, ver o rosto na bacia, caso contrário não ver o outro dia, pisar em brasa viva poucos se habilitam.
Se é nostalgia ou momento único, o que interessa é a mente contando em lampejo do passado.

terça-feira, 7 de abril de 2009

vultos

Sombras e vultos em caminhos de pedras com luzes de lampião
pouca conversa em pequenos grupos, onde vale a adivinhação.
vento frio musical acompanha coral de sapos,
botas e chinelas de couro encharcada de lama pinoteiam a grama.
nova porteira é aberta,caminho estreito em tapete de capim com aroma de jasmim,
cada passo o caminho é vencido se despede os amigos.
o cheiro de casa aparece, a paisagem me conhece,
a porta é aberta por um vulto que gosta de mim.

domingo, 5 de abril de 2009

O governante
Cap.1 As lições
Não importa o consumo de bens duráveis, o que o povo quer é comer, principalmente o povão, o conhecimento só acontece de barriga cheia. O que importa ao cidadão? É uma tv de LCD ou uma panela cheia de feijão? roupa nova ou pinga no botequim. O que será de você, o que será de mim.
Vamos criar uma sacola de mantimentos básicos para a população, para que sobre comidas para os ratos e as baratas, com isso aumenta o lucro dos laboratórios e sobra contribuição para minha eleição.
Procure sempre apertar a mão do eleitor(digo irmão) bem apertada, sempre perguntando por alguém da família, inclusive citando algum acontecimento e o nome do cidadão. Não se preocupe se errar, é onde entra o conhecimento popular, se for na Paraíba é José ou João, no Ceará Manuel ou António, em Pernambuco Salustino ou Julião, em Alagoas Bento ou Romão, ou se preferir do litoral, passando pelo Agreste, Sertão até o Meio Norte, basta um abraço e lembranças a família com a bênção de Padin Ciço, o santo do homem do interior.