Paralelas de humanos sem volta
urais em sonhos
longo percurso em branco
apenas pensar, pensar...
quando retornar?
siberiano a paisagem
floresta militar
com o tempo a dor
a saudade dói
o frio corrói
só a alma
Passado que volta em lampejo
de momentos vividos em detalhes
de pura distração.
Emoção que dói
corroí o coração,
e desperta o espirito
aliviando todo o corpo.
O futuro existe,
pois o passado, está tão perto de nós.
Não anoiteça sem mim
farol da torre central
luzes do metrô,
é noite em Berlim.
becos de vitrais
corro atrás do tempo
que ainda existe
em antigas ruinas.
Vejo luzes e mais luzes
noitada agitada,
em fria madrugada.
Diversão sem fim,
ti amo Berlim.
Não amanheça
longe de mim.
Ano-luz vencido em velocidade da mente,
corpo ausente.
Viagem em mundos,
seres inteligentes e amigáveis.
Flutuando em nevoa,
gravidade zero.
Sentimentos leve,
vontade só de amizade.
ESPIRITO NA ETERNIDADE.
Encontro casual,
em ônibus especial,
papo legal.
Sem querer
te toco, raio intenso
sensação anormal.
Ês bruxa de batismo
oxigenação, controle da mente,
senhora de trinta que não mente.
Volto no tempo,
tão recente.
Ficarei contente em ti encontrar.
Tão distante, porem arrasa
seja no quarteirão ou na praça.
Exemplo de raça
soberana na graça.
Tiro o chapeú
fico ao léo.
Escultura de desejo
arrepío quando te vejo.
O tempo para
o vento enlouquece agitando tua saia.
Blocos irreverentes nas praias de Olinda, chamam atenção pelo tipo de desfile.
São mulheres de desejos
inversão do masculino
instinto febril.
rebolando à vida
imitação de prostitutas
em que reine a graça.
Esposas de olhares sedentos
em sonhos de caça.
O país dos aloprados
são inocentes e os honestos
culpados.
Juizes milhionarios
procuradores cassados
por tentarem salvar o estado.
Passeatas pela paz
e os que fazem atropelam
e matam o jovem rapaz.